A população de
Pesqueira, voltou a receber água da Transposição do Rio São Francisco. Graças a
uma força-tarefa, que envolveu mais de 50 profissionais e serviços
ininterruptos, nos últimos 15 dias, a Companhia Pernambucana de Saneamento
(Compesa) conseguiu retomar o abastecimento de água na cidade por meio da
Adutora do Agreste, ainda em fase de testes.
Segundo a Compesa, esão sendo atendidos os bairros do
Prado, Pitanga, Cohab I e II, e Dr. Lídio Paraíba, e a previsão é abastecer,
dentro dos próximos 15 dias, o restante da cidade – que estava sem receber água
pela rede de distribuição, desde outubro deste ano. Para a outra parte da
cidade, que corresponde a cerca de 30% de Pesqueira, o fornecimento de água é
feito pela Barragem de Ipaneminha, único dos seis mananciais do município que
resistiu ao período de seca. As barragens de Pedra D´água, Afetos, Santana,
Rosas e Pão de Açúcar estão em colapso.
Para chegar à
Estação de Tratamento de Água (ETA) Afetos, em Pesqueira, a água da
Transposição do São Francisco percorre um longo caminho, com cerca de 130
quilômetros de extensão, pela Adutora do Moxotó integrada à Adutora do Agreste.
A cidade ganhou uma contribuição de 85 litros de água, por segundo, volume que
possibilitou dobrar a oferta de água para mais de 56 mil pessoas.
Em setembro deste ano, a Adutora do Moxotó entrou em operação
para dar funcionalidade às tubulações assentadas da Adutora do Agreste e
atender nove cidades do Agreste e mais Arcoverde, no Sertão, beneficiando 400
mil pessoas. Arcoverde já está recebendo água da Transposição – captada no
distrito de Rio da Barra, em Sertânia – e, nos últimos três meses, a Compesa
vem empenhando esforços para transportar a água de Arcoverde para Pesqueira, ao
longo de uma distância de 50 quilômetros. Duas frentes de trabalho também atuam
para colocar em operação o trecho da Adutora do Agreste até Belo Jardim – o que
permitirá atender ainda Tacaimbó, São Bento do Una e Sanharó


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