O governador Paulo Câmara
foi agraciado, hoje, com a Medalha de Direitos Humanos Desembargador Nildo Nery
dos Santos. Realizada no Palácio da Justiça, a solenidade de entrega da comenda
encerrou a programação comemorativa dos 70 anos da Declaração Universal dos
Direitos Humanos, promovida pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), por
meio de sua Comissão de Direitos Humanos, desde o dia 3 de dezembro. A
cerimônia foi conduzida pelo presidente do TJPE, desembargador Adalberto de
Oliveira Melo, que também recebeu a medalha.
“A assinatura da Declaração significou um grande passo, sem
dúvida, na caminhada do ser humano, rumo ao bem-estar, à dignidade e a melhores
condições de vida. Recebo a honraria com muito orgulho, e afirmo ainda que há
muito por ser feito, mas tenho certeza de que estamos construindo o melhor
caminho, cujo fim é um Estado mais justo, e, necessariamente, mais humano.
Nosso Estado ostenta com orgulho um histórico de ilustres personalidades que
lutaram e se destacaram na defesa de direitos humanos”, declarou o governador.
Ainda em seu discurso, Paulo Câmara lembrou a importante
contribuição de Pernambuco para o debate permanente sobre os direitos humanos.
“Criamos a Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara, que desde
o ano de 2012, tem investigado os crimes de violações aos direitos humanos
durante a ditadura”, ressaltou.
Também foram agraciados com a medalha comemorativa, o presidente
da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Eriberto Medeiros; o
arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido; a procuradora de Justiça,
Sineide Canuto; e o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico. O
juiz Flávio Augusto Fonte recebeu a condecoração em nome de todos os juízes de
primeiro grau do Judiciário e os integrantes da Comissão de Direitos Humanos do
Judiciário Estadual, Bartolomeu Bueno, Alfredo Jambo e Waldemir Tavares também
foram homenageados.
O secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico,
garantiu que a Declaração é de extrema importância para enfrentar os desafios
do período atual. “Mais do que nunca, é importante ter essa Declaração como uma
espécie de bíblia permanente de defesa e de garantia dos direitos humanos em
todo o mundo, especialmente na América Latina e no Brasil”.
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