O ex-ministro José Dirceu arrolou Eduardo Campos como sua testemunha de defesa no mensalão, mas a tática não funcionou
A defesa do ex-deputado Pedro Corrêa decidiu partir para o tudo ou nada no processo em que ele é acusado de beneficiar-se do esquema de desvio de recursos da Petrobras. Arrolou como suas testemunhas de defesa os deputados Otávio Germano (RS), Nélson Meurer (PR) e Waldir Maranhão, todos cumprindo mandato na Câmara Federal e também integrantes do PP. O trio foi citado na delação premiada de Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff como beneficiário dos recursos que o partido recebeu regularmente de uma diretoria da estatal. Esta linha de raciocínio dos advogados Michel Saliba, Gabriela Guimarães e Alexandre Lopes, que defendem o ex-deputado pernambucano na Operação Lava Jato, visa a embaralhar o jogo e se assemelha à de José Dirceu quando foi tragado pelo mensalão. O ex-ministro arrolou Eduardo Campos como sua testemunha de defesa na expectativa de ser inocentado, porém sua tática não funcionou.
A dinastia do PCdoB
Caso seja eleita no próximo sábado para substituir a pernambucana Virgínia Barros na direção da UNE, a paulistana Carina Vitral estará sendo o 12º presidente da entidade com filiação ao PCdoB. Antes de Virgínia presidiram a entidade os comunistas Aldo Rebelo (1980), Renildo Calheiros (1984), Lindberg Farias (migrou para o PT), Orlando Silva, Ricardo Cappelli, Wadson Ribeiro, Felipe Maia, Gustavo Petta, Lúcia Stumpf, Augusto Chagas e Daniel Iliescu.
Veto – Humberto Costa está tentando convencer Dilma Rousseff a não vetar a flexibilização do fator previdenciário que o Congresso aprovou na semana passada. Faz coro com o ex-presidente Lula, que entende ser chegada a hora de Dilma fazer um “aceno” para os futuros aposentados. Caso a presidente vete, “nós derrubaremos o veto dela”, diz o senador Paulo Paim (PT-RS).
Assessor – Roberto Amaral (PSB) foi nomeado ontem por Dilma Rousseff para o conselho de administração de Itaipu. Ele foi assessor de Eduardo Campos no Ministério de Minas e Energia.
Volta – O presidente Rui Falcão vai propor a volta da CPMF (imposto do cheque) no congresso do PT que haverá em Salvador, mas é improvável que Dilma Rousseff vá acatar essa sugestão.
Frente – A Assembleia Legislativa já criou tantas “frentes” no curso deste ano que os próprios deputados às vezes se confundem quando precisam dizer o nome das que estão fazendo parte.
Hotel – Cumprindo, em Brasília, o 1º mandato de deputado federal, o petebista Zeca Cavalcanti optou por morar em apartamento funcional em vez de “flat” pago pela Câmara. E nele hospeda com regularidade os prefeitos do seu grupo político. Semana passada hospedaram-se lá Luiz Carlos Gaudêncio (Custódia) e Guga Lins (Sertânia).
Legado – Sobrinho de Miguel Arraes, o engenheiro e ex-secretário de Agricultura do governo dele, José Almino Pinheiro, resolveu escrever um livro sobre o que aprendeu com o tio e as histórias que ouviu dele quando era seu assessor. Chama-se “Aprendendo com Dr. Arraes” mas ainda não está à venda nas livrarias. Só no Instituto que leva o seu nome.
Dúvida – Depois que as cúpulas do PSB e PPS desaceleraram os entendimentos visando à fusão dos dois partidos, a dúvida agora é saber se mantêm ou cancelam as convenções extraordinárias marcadas para o próximo dia 20. O mais provável é que haja o cancelamento a pretexto de que é mais “prudente” esperar que o Congresso conclua a votação da reforma política. O PPS também se convenceu de que a fusão não vai prosperar.
Cansaço – Os professores grevistas marcaram uma nova assembleia para a próxima 2ª, mas a perda de força do movimento ficou clara na assembleia da última terça-feira. O secretário Milton Coelho (Administração), aos trancos e barrancos, está conseguindo vencê-los pelo cansaço, como fazem os governadores Geraldo Alckmin (SP) e Beto Richa (PR). A greve de SP teve início em 13 de março e a do Paraná em 28 de abril.
Fonte:Inaldo Sampaio

Nenhum comentário:
Postar um comentário