sexta-feira, 10 de abril de 2015

Corrêa pediu dinheiro a Youssef diz PF

Da Folha de S.Paulo – Aguirre Talento


Documentos obtidos pela Polícia Federal apontam que o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE) pediu dinheiro ao doleiro Alberto Youssef por e-mail, visitou ao menos 23 vezes os escritórios do doleiro e tinha movimentação financeira incompatível com seus rendimentos.
Corrêa já havia sido condenado no mensalão e, segundo as informações da PF, continuou recebendo dinheiro de Youssef mesmo quando já tinha se tornado réu no escândalo. Ele atualmente cumpria pena em regime semiaberto por causa do mensalão, mas agora foi transferido para a carceragem da PF em Curitiba.
Para o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que decretou aprisão preventiva do ex-deputado nesta sexta-feira (10) na 11ª fase da Operação Lava Jato, as provas mostram que Corrêa usou seu mandato "para enriquecer ilicitamente em detrimento dos cofres públicos" e que usou também "sua posição no Partido Progressista para o mesmo objetivo".
Também foram presos os ex-deputados Luiz Argôlo (SD-BA) e André Vargas (ex-PT-PR, hoje sem partido). Ao deferir a prisão preventiva, Moro também determinou o bloqueio dos bens de Corrêa.
Outra informação obtida pela PF é que, de 2010 a 2014, um empregado rural de Corrêa recebeu mais de R$ 700 mil, sendo que sequer apresentou declaração de Imposto de Renda nesse período. Os depósitos para ele eram seguidos de saques no mesmo dia.
Um laudo feito pelos investigadores detectou incompatibilidade entre a movimentação financeira do ex-deputado e seus rendimentos. Entre 2010 e 2014, segundo a PF, ele obteve cerca de R$ 3,3 milhões. "Para 2012, por exemplo, houve créditos de R$ 952.182,97 para rendimentos declarados de R$ 372.969,85", cita o juiz Sérgio Moro em seu despacho.

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