No centro da cidade vários consumidores da Compesa revoltados com o desabastecimento queimaram pneus, paus e pedaços de madeira em frente à bengala de abastecimento dos caminhões pipa que fica na Rua Frei Caneca em frente ao Clube Aquarius.
O protesto logo ganhou força com a chegada de vários moradores dos bairros mais afetados e o clima esquentou de vez. Houve tumulto, a bengala de abastecimento foi quebrada e jogada no fogo, nenhum caminhão pipa pode abastecer. A população enfurecida cogitou a destruição do “relógio” que libera o abastecimento dos caminhões (após o pipeiro digitar a senha), mas à presença da Polícia Militar garantiu a ordem no local e os ânimos se acalmaram.
“Um pipeiro de Santa Cruz do Capibaribe quando viu a situação, voltou com o caminhão vazio”, contou o morador.
O Gerente Regional da Compesa, Mário Heitor, veio de Santa Cruz do Capibaribe para conversar com a população. Ao Blog Estação Notícias ele explicou os motivos que levaram ao descontrole no abastecimento.
O problema é que a bomba que manda água da barragem para a Estação de Tratamento (ETA) quebrou, com isso, a vasão ficou pouca e a água tratada não está sendo suficiente”, disse.
Sobre a grande quantidade de carros pipa abastecendo na cidade ter agravado o problema, o gerente garantiu que a partir daquele momento eles ficariam impedidos de “puxarem água” até que o abastecimento volte ao normal na cidade.
“Só existe um caminhão pipa de Santa Cruz do Capibaribe e cinco do Brejo da Madre de Deus que estavam autorizados a abastecerem aqui na bengala, mas garanto que esses caminhões pipa não pegarão água até que o abastecimento seja normalizado, depois, nas localidades que não chegar água, liberaremos os pipas e faremos o lata a lata”, prometeu o gerente.
Ainda de acordo com Mário Heitor, a previsão para que o abastecimento volte ao normal é de aproximadamente 10 dias.
Do Estação Notícias




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