terça-feira, 17 de novembro de 2015

Polo têxtil cobra medidas para melhoria do abastecimento de água em Santa Cruz do Capibaribe

Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco, conta atualmente com um dos calendários de abastecimento mais rigorosos da região – são apenas dois dias com água por mês (e 28 sem) -, e que não vem sendo cumprido, de acordo com o síndico do Moda Center Santa Cruz, Allan Carneiro. A cidade passa por um colapso no abastecimento que atinge diretamente a produção de roupas, principal atividade econômica e que mais gera empregos na cidade e municípios vizinhos, além do impacto na qualidade de vida e na saúde da população. Por isso, o dirigente participa, na tarde desta quarta-feira (18), às 13h, de uma reunião no Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça (Caop) - Meio Ambiente do Ministério Público de Pernambuco, na qual a Compesa será cobrada a prestar esclarecimentos sobre o não cumprimento do calendário de abastecimento na cidade.
 

A reunião no Caop tratará, ainda, do andamento dos compromissos firmados na audiência pública realizada no fim de agosto, em Santa Cruz do Capibaribe, que também foi articulada pelo Moda Center Pernambuco, entre outras instituições. Na ocasião, foram anunciadas medidas de curto, médio e longo prazo para melhorar o abastecimento de água na região.

O município de Santa Cruz do Capibaribe continua recebendo água do volume morto de Jucazinho. A proposta apresentada na audiência pública indicava que o município seria retirado do sistema de Jucazinho e passaria a receber água da Barragem do Prata. Também estava prevista a execução de obras para trazer água através da Adutora do Pirangi, que mandaria água para Caruaru e de lá para Santa Cruz através da tubulação da Adutora do Agreste. O início da obra de Pirangi estava previsto para este mês, com seis meses de duração. Em longo prazo, a solução para a crise hídrica da região seria a conclusão da Adutora do Agreste, que irá abastecer mais de 60 municípios.

Segundo Carneiro, o impacto da falta de água é crescente e já vem causando prejuízos aos produtores locais que precisam investir recursos na aquisição de água de caminhões-pipa. “O Moda Center Santa Cruz, por exemplo, consome um milhão de litros de água por dia de feira, o equivalente a 100 carros-pipa. Para nós, a aquisição é inviável por questões logísticas. Mas para um pequeno comerciante o impacto da contratação frequente, como vem ocorrendo, passa a ser nos custos de produção”, ressaltou.

Nesse fim de ano, além das segundas e terças-feiras, o centro atacadista também está abrindo aos domingos. A administração do empreendimento espera receber mais de 1 milhão de clientes nesses dois meses. Para reduzir o impacto da falta de água, várias medias estão sendo tomadas como uma campanha de conscientização sobre o uso racional da água entre os comerciantes e donos de restaurantes que funcionam dentro do Moda Center; e o aproveitamento de água de poço nas descargas dos banheiros.


Blog do Melqui Lima 

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