André Longo informou, nesta sexta (19), que região tem apresentado alta no número de casos. Alguns dos novos pacientes necessitam de internamento em UTI.
Com o avanço da Covid-19 no interior do estado, o secretário
de Saúde de Pernambuco, André Longo, informou nesta sexta-feira (19) que o
Agreste tem registrado aumento de casos da Covid-19. “A região que mais nos preocupa [atualmente] é a do
Agreste. Na regional 4, de Caruaru, é de onde tem vindo a maior geração de casos graves, que
requerem, inclusive, leitos de UTI”, afirmou.
Na Zona da Mata, os
dados contabilizados pelo estado mostram que a região não tem apresentado
tendência de queda. “Apesar de não estar havendo uma aceleração grande de
casos, não tem havido uma queda”, disse Longo.
A
diferença da situação entre as regiões mostra, na prática algo que, segundo o
poder público, já era esperado. “Sabíamos que o comportamento da doença não
seria homogêneo em todo o estado. A gente reconhece os esforços dos municípios,
mas a doença tem esse comportamento”, afirmou o secretário de Saúde de
Pernambuco.
Até
esta sexta (19), 85 municípios nessas duas regiões
permaneciam sem avançar no Plano de Convivência devido ao
aumento de casos da doença provocada pelo novo coronavírus. “Nós vamos ter que
observar por mais uma semana o comportamento, para ver se essas regiões poderão
progredir de fase”, disse Longo.
“Em relação ao Agreste, estamos conversando com prefeitos das regiões para ver
que medidas adicionais precisam ser tomadas para que a gente tenha a
interrupção desse crescimento”, informou o secretário.
Números
Apesar da alta de casos nas duas regiões, o secretário informou
que o estado tem acompanhado uma diminuição da pressão sobre os leitos criados
durante a pandemia.
“Temos
1.691 leitos abertos efetivamente para atender casos de Srag [Síndrome
Respiratória Aguda Grave], sendo 745 de UTI. Essa ocupação ficou por um tempo
na faixa dos 90% e hoje está abaixo dos 60%”, afirmou.
Considerando
especificamente os leitos de UTI, o secretário informou que o estado também tem
registrado uma tendência de queda na ocupação. “Já tivemos mais de 300
pacientes em espera. Hoje, a taxa de ocupação está em 82%”, disse Longo.
Ainda
assim, o secretário pede cautela. “Não estamos em hora de comemorar. Não
podemos baixar a guarda, temos essa preocupação com moradores da Zona da Mata e
do Agreste, onde vivemos um momento de alerta”, disse.
Do G1 Caruaru

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