Por Nayara Sousa*
A cidade de Santa Cruz do Capibaribe é a terceira
maior cidade do interior do Agreste Pernambucano, sendo a maior produtora de
confecções do estado e a segunda maior do Brasil. Possui um potencial econômico
gigantesco, comportando o maior parque de confecções da America Latina, o
famoso Moda Center Santa Cruz.
O município conta com uma grande circulação de
pessoas, que passam pela cidade para negociar e, consequentemente, necessitam
de uma estrutura mínima para garantia da segurança local.
Entre as medidas amplamente divulgadas, estaria a
implementação de uma Guarda Municipal armada. Com autorização do exercito
brasileiro para porte de armas de fogo da Guarda Civil Municipal, e aparente
entusiasmo da gestão local, em abril do ano passado, o prefeito Edson Vieira
realizou várias entrevistas destacando a importância desse investimento e
garantiu que Santa Cruz do Capibaribe seria pioneira no interior do Agreste ao
ter uma Guarda armada.
Mas a realidade é que, passado bem mais de um ano, a
Guarda Municipal não conta com o armamento em sua atuação diária. O município
aumentou o efetivo, realizou a compra do armamento, sendo 30 pistolas de
calibre 380 e 12 espingardas, realizou o treinamento dos efetivos que tomaram
posse no último concurso público e até o presente momento, nada de utilização
do armamento. As armas se encontram no almoxarifado da cidade e os Guardas
Municipais nas ruas, enfrentando situações de risco de morte, sem ter nenhum
suporte.
O que se ouve pela cidade é que por questões políticas,
a utilização do armamento foi suspensa. As redes sociais da cidade divulgaram
alguns momentos como a aquisição dessas armas e a garantia de mais segurança
para os moradores e compradores que operam por Santa Cruz do Capibaribe, porém
o fato é que, não existe previsão para que esse equipamento ganhe o destino o
qual se propagou.
Além da guarda atender diversos tipos ocorrências,
inclusive ocorrências com disparo de arma de fogo, não contar com a devida
estrutura de suporte é um verdadeiro descaso, principalmente com a população.
População essa que recebeu a promessa de ter circulando na cidade uma Guarda
diferenciada para proteger e garantir a segurança. Fica a indagação: Até quando
esses profissionais de Santa Cruz do Capibaribe estarão em risco, e o armamento
guardado empoeirando?
Os profissionais que compõe a Guarda precisam de
dignidade para trabalhar!
Esperamos mais transparência e comprometimento da
gestão local com a causa pública! É o mínimo.
*Enfermeira, pedagoga e professora universitária
Blog do Magno Martins
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