Do G1
A Segunda Turma do
Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, hoje, por 3 votos a 2, aceitar a
denúncia do Ministério Público contra três deputados e um senador do
Progressistas (PP) por organização criminosa.
Os quatro políticos
são acusados de desviar dinheiro da Petrobras no esquema investigado pela
Operação Lava Jato.
Com a decisão da
Segunda Turma, os quatro políticos passam à condição de réus e responderão a
uma ação penal. A decisão não representa condenação. Ainda haverá a fase de
instrução do processo; depois, os depoimentos das testemunhas; e colheita de
provas. Ao final, eles serão julgados, podendo ser condenados ou absolvidos.
Viraram réus os
seguintes políticos do PP:
- Eduardo da Fonte (PP-PE),
deputado;
- Arthur Lira (PP-AL),
deputado;
- Aguinaldo Ribeiro (PP-PB),
deputado;
- Ciro Nogueira (PP-PI),
senador.
Notas das defesas
Leia abaixo notas
divulgadas pelas assessorias dos parlamentares até a última atualização desta
reportagem:
- Eduardo da Fonte –
"Agora teremos a oportunidade de esclarecer, detalhadamente, todos os
fatos. Acredito na justiça e tenho certeza de que a verdade vai
prevalecer", disse o deputado.
- Arthur Lira – “A defesa
respeita a decisão da turma mas reitera que os fatos imputados ao deputado
já foram analisados antes e arquivados pelo mesmo tribunal, como destacado
pelos ministros que votaram pelo arquivamento. A acusação é fundada na
declaração de um delator que tem inimizade notória com o delatado, sem
qualquer outro indício ou prova, o que será demonstrado durante a
instrução” (Pierpaolo Bottini, advogado)

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