As dificuldades que
muitos pernambucanos enfrentam na hora de tirar a carteira de identidade - como
problemas de agendamentos, tempo gasto e o alto custo - estão perto de
terminar. O presidente da Assembleia Legislativa de PE, deputado Eriberto
Medeiros (PP), propôs ao governo do estado mudanças nos critérios para a
reemissão do documento e redução do valor.
A proposta é criar um
taxa única para as demais vias do documento, uma vez que a primeira é gratuita,
além de mudar o formato atual de confecção das carteiras do manual para o
digital. As conversas nesse sentido entre o presidente da Assembleia Legislativa
e o governo do estado estão avançadas.
A previsão é que até
setembro o novo sistema para retirada da carteira de identidade seja implantado
graças a um ofício emitido no ano passado pelo presidente da Alepe à Casa
Civil, relatando o problema.
“Quando assumi o
governo de Pernambuco, determinei à procuradoria que fizesse um estudo para a
redução e unificação do valor do documento. Depois tive uma conversa com o
governador Paulo Câmara que se sensibilizou e tomou providências. Há poucos
dias tive informações que a modernização do sistema está muito avançada. As
pessoas terão acesso fácil e imediato para ter sua identidade”, adiantou
Eriberto.
De acordo com o
deputado, alguns pontos estão sendo discutidos entre a Alepe e o Governo para
implantação do novo sistema. “O primeiro deles é o acesso, pois a população
enfrenta dificuldades para fazer o agendamento. O segundo é a demora, a
lentidão para tirar o documento. Outro ponto crucial é o valor. O preço precisa
ser reduzido e ter um único valor. Os valores hoje são escalonados e variam de
R$ 22, 61 a R$ 90,51”, explicou o parlamentar.
Na avaliação do
presidente da Alepe, a maneira como a identidade é emitida ainda é muito
antiga. “É da forma que se tirava há 40, 50 anos, com aquele mela-mela de
dedos”, afirmou.
Como exemplo de um
modelo moderno que precisa ser implantado é o adotado para confecção da
carteira de motorista e título de eleitor. “É o digital, o biométrico. Uma
forma rápida e digitalizada”, comentou.
Ainda segundo o
deputado Eriberto Medeiros, por se tratar de matéria financeira, a iniciativa
não pode partir do Legislativo, mas do Executivo. “É importante o governo
enviar a mudança da lei para a Assembleia. A pessoa trabalha o mês inteiro para
ganhar um salário mínimo e sustentar a família. Às vezes é furtado, assaltado e
ainda é penalizado com o pagamento de até 90 reais para conseguir uma nova
cédula de identidade. O povo não pode pagar essa conta”, enfatizou.

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