O governador Paulo Câmara lançou, na manhã de hoje, no Palácio
do Campo das Princesas, o maior Programa de Reestruturação de Malha Viária já
proposto no Estado: o “Caminhos de Pernambuco”. Com um investimento de R$ 505
milhões até 2022, e 2.000 quilômetros de rodovias recuperadas, o que representa
40% do Estado, já no primeiro ano, o objetivo é garantir mais qualidade de vida
e mobilidade à população e trazer ainda mais desenvolvimento ao Estado.
O governador discorreu sobre a importância de apresentar um
programa pensado e cobrado pelo povo de Pernambuco, mesmo em um cenário de
crise nacional. “Em um momento como este, em que o Brasil ainda vai demorar
muito para dar uma sustentabilidade ao seu crescimento, a situação faz com que
seja preciso redobrar a atenção em áreas tão essenciais. Os recursos são
poucos, mas precisam ser bem gastos. Vamos priorizar esse investimento nos
próximos quatro anos, dando um foco muito forte já no primeiro”, informou Paulo
Câmara. “São alcances necessários dentro de um olhar emergencial. Por isso,
estamos priorizando neste primeiro ano o que está mais urgente, mas não vamos
deixar de olhar tudo o que precisa ser feito nos próximos anos”, acrescentou.
O Programa busca otimizar a gestão do pavimento, priorizando
ações de manutenção corretiva e preventiva voltadas para a garantia da
trafegabilidade nas estradas, além de maior durabilidade do pavimento. O foco
está nos serviços de capinação, desobstrução dos dispositivos de drenagem,
requalificação asfáltica, além de sinalização vertical e horizontal. Ao longo
de dois meses, cerca de 50 profissionais percorreram todos os 5.554,5 km das
estradas pavimentadas do Estado para fazer o diagnóstico a partir do
levantamento das necessidades de cada rodovia.
As ações já começaram hoje pela BR-232, com 200 profissionais
atuando simultaneamente nos 130 km que compreendem o trecho Recife-Caruaru nos
dois sentidos. Em menos de um mês, haverá 24 equipes atuando em frentes de
trabalho em todas as regiões. A mobilização envolverá, anualmente, o trabalho
de 1.248 profissionais, além de um conjunto de 638 máquinas, como escavadeiras,
patrols, caminhões basculantes, entre outros.
As ações propostas foram resultado de análises técnicas que
indicaram o tipo de material e a intervenção necessária para cada situação
identificada nas estradas. Para otimizar os serviços, as rotas foram traçadas
de acordo com a logística de cada região, levando em conta o escoamento de
produção, rota turística e, inclusive, fatores climáticos, para a definição do
calendário de execução das obras.

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