SÃO PAULO e PACARAIMA (RORAIMA) - S.Paulo
Apesar de uma manhã
tranquila neste domingo (24), a cidade de Pacaraima (RR), na fronteira com a
Venezuela, voltou a viver momentos de tensão.
Em imagens de TV da Globo
News, é possível ver um grupo de venezuelanos fazendo ataques, como
arremessar pedras e queimar pneus, em provocação
a militares do mesmo país que estão fazendo a segurança da fronteira
com o Brasil.
Os militares responderam
com gás lacrimogêneo e balas de borracha, aproximando-se da linha da
fronteira.
As bombas atingiram os
manifestantes venezuelanos e também jornalistas que estavam na região.
O Exército brasileiro
retirou manifestantes do local e montaram um cordão de isolamento para evitar
novos distúrbios.
"Estamos observando
para que ninguém se fira; isso é um confronto entre civis e militares
venezuelanos", afirmou o coronel Georges Feres Kanaan, próximo à
divisa.
Kanaan afirmou que não
haverá um reforço militar na zona, mas um dispositivo formado por efetivos dos
três corpos de segurnaç que já estão no local — Polícia Federal,
Polícia Rodoviária e Exército.
Logo depois, reforços do
Exército brasileiro e da Polícia Federal chegaram ao local para conter os
ânimos e impediram a passagem de pessoas com uma linha de segurança —sem,
porém, fechar a fronteira.
Um ferido que
levou uma pedrada e sofreu com a ação de gás lacrimogêneo foi
atendido por uma ambulância que carregava uma bandeira branca.
Um outro
incidente aconteceu neste sábado (23), quando algumas dezenas
de manifestantes venezuelanos concentrados do lado brasileiro queimaram uma
base de vigilância e lançaram pedras e coquetéis molotov contra militares
venezuelanos.
O sábado (23) foi marcado
por confrontos que ocorreram nas fronteiras da Venezuela com Brasil e
Colômbia quando caminhões e manifestantes tentaram romper os bloqueios
militares para fazer entrar a ajuda humanitária na Venezuela.
Na fronteira com a
Colômbia, caminhões
que levavam comida e remédios foram queimados.

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