Carlos do Moinho é um
dos investigados da Operação Fraus, da Polícia Civil, deflagrada em 9 de junho.
Justiça havia emitido mandado de prisão preventiva, mas realizou a conversão
após pedido da defesa do acusado.
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE)
converteu o mandado de prisão preventiva do ex-prefeito de Carpina, Carlos do
Moinho, para prisão domiciliar. O réu é investigado pela Polícia Civil na Operação Fraus,
deflagrada no dia 9 de junho, para prender envolvidos em um esquema de fraude
na administração dessa cidade da Zona da Mata Norte de Pernambuco. Desde então,
o ex-gestor do município está foragido.
A expedição do mandado de
prisão domiciliar ocorreu na sexta (4), depois de quase 40 dias sem que o
estado cumpra o mandado da prisão do ‘homem público, conhecido em toda a
região’, segundo o TJPE. A revogação da prisão preventiva ocorreu depois de um
pedido da defesa do acusado, que alegou que o decreto ‘perdeu seu objeto’.
Ainda segundo o órgão, a
prisão domiciliar requer monitoramento por tornozeleira eletrônica,
comparecimento mensal à Secretaria da Vara de Comarca de Carpina para
justificar suas atividades, proibição de frequentar repartições públicas
municipais e empresas relacionadas à investigação criminal e de se ausentar da
comarca de Carpina por mais de 30 dias, sem autorização judicial.
Carlos do Moinho também está
proibido de exercer cargos públicos ou qualquer atividade remunerada pelo poder
público, além de evitar comunicação com testemunhas e parentes de testemunhas
do processo.
O TJPE também determinou que,
diante do mandado de prisão domiciliar, a defesa do acusado informe a sua
residência no município de Carpina. Procurado pelo G1, o advogado de Carlos do Moinho, Ademar
Rigueira, alegou, pelo telefone, que vai informar à Justiça o endereço do
ex-prefeito do município, já que o pedido de revogação da prisão preventiva
partiu da própria defesa.
Entenda o caso
A
’Operação Fraus’, deflagrada no dia 9 de junho,
surgiu depois de uma investigação realizada pela Delegacia de Polícia de
Carpina, com assessoria do Núcleo de Inteligência da Zona da Mata. O
ex-vereador do município e ex-prefeito da cidade de Lagoa do Carro, Tota
Barreto, também foi um dos alvos da operação, sendo preso durante as
investigações.
Na época em que a operação
foi deflagrada, o delegado Nehemias Falcão, um dos responsáveis pela
investigação, afirmou que a fraude na Prefeitura de Carpina
chegava a R$ 4 milhões. Caminhões, tratores e automóveis eram
locados com a utilização de documentos forjados, segundo a polícia.
Depois de quatro dias foragido,
o ex-prefeito de Carpina iria se apresentar à polícia após ter acesso à cópia do mandado de prisão,
segundo a defesa. No dia 20 de julho, a ex-secretária de Finanças de Carpina,
Klécia Maria da Silva, irmã do ex-gestor do município e conhecida como Klécia
do Moinho, foi presa pela polícia. Na
data, o delegado de Carpina, Diego Pinheiro, informou que a prisão se deu em
decorrência do indiciamento da ré na operação.
Polícia Civil ainda faz
buscas
Por
meio de nota enviada à reportagem, a Polícia Civil informou que ‘realizou
várias buscas em diversos endereços com a intenção de prender o político, indo,
inclusive, ao estado da Paraíba no esforço de localizá-lo’. Segundo a
corporação, diligências ainda estão acontecendo na busca do ex-gestor
municipal.
A prisão preventiva de Carlos
do Moinho foi pedida pela ‘vasta comprovação de participação em esquema de
fraude envolvendo dinheiro público’, segundo a nota da Polícia Civil. Além
disso, a corporação também mencionou que, durante a 'Operação Fraus', o
político foi indiciado por fraude em licitação, falsidade ideológica, peculato,
corrupção e associação criminosa. A pena para esses crimes pode chegar a 30
anos de reclusão.
Carlos do Moinho, ainda de
acordo com a polícia, também responde a outro inquérito policial, desdobramento
da 'Operação Caça-Fantasmas', que resultou na prisão de sua irmã Klécia do
Moinho. Ex-secretária de Finanças de Carpina, ela passou alguns dias na
penitenciária de Buíque, no Sertão de Pernambuco, mas teve a prisão ‘relaxada’
em prisão domiciliar pela Justiça em virtude da doença de um filho.
Do G1 Pernambuco
Nenhum comentário:
Postar um comentário