No final do ano, Forças Armadas foram deslocadas para garantir segurança
no estado. Alberisson Carlos e Nadelson Leite chegaram a ser presos na época.
O presidente da Associação dos Cabos e Soldados de
Pernambuco (ACS-PE), Alberisson Carlos, e o vice da associação, Nadelson Leite,
foram expulsos da Polícia Militar. Os dois estavam entre os líderes do
movimento da categoria no final do ano, quando policiais
abandonaram o Programa de Jornadas Extras (PJEs) e iniciaram a operação padrão. A
portaria, assinada pelo secretário de Defesa Social Angelo Gioia, foi publicada
no Diário Oficial deste sábado (17).
Os dois chegaram
a ser presos durante
uma assembleia da categoria, na Praça do Derby, em dezembro. Na época, as
associações de classe reivindicavam aumento salarial e melhorias nas condições
de trabalho. Devido a operação desencadeada pelos policiais, as Forças
Armadas foram acionadas e reforçaram
a segurança do
estado até o começo deste ano.
A portaria de exclusão aponta
que os Alberisson Carlos e Nadelson Leite respondiam a inquérito militar por
"tecerem críticas ao Secretário de Defesa Social e comentários desonrosos
ao Governador do Estado, em vídeos divulgados nas redes sociais". Eles
foram denunciados pelo artigo 166 do Código Penal Militar, por publicação ou
crítica indevida.
O texto aponta ainda que o
relatório concluiu que ambos, "com seus comentários falaciosos e
inconsequentes, aproveitando-se de um momento acirrado de negociações
salariais, buscaram tão somente fragilizar a hierarquia e disciplina, pilares
básicos da instituição militar, fomentando a insubordinação dos seus membros
contra superiores".
Procurada pelo G1, a ACS-PE informou que "recebeu sem
surpresa a decisão" e que "adotará todas as medidas administrativas e
judiciais para sanar essa ilegalidade".
PMs presos
No
dia 6 de junho, a SDS já havia publicado no boletim-geral portarias que
determinam a prisão de sete policiais militares envolvidos em manifestações
realizadas para exigir aumento salarial, convocadas por
associações da categoria em dezembro de 2016. As punições vão de 21 dias a 25
dias de detenção e atingem quatro cabos, dois soldados e um sargento.
Os atos foram realizados nos
dias 6 e 9 de dezembro do ano passado, no Derby, na área central do Recife. O
abandono dos cargos da jornada extra foi uma das medidas adotadas pelos
integrantes das entidades representativas do militares para forçar o governo a
abrir negociações. Para a SDS, essa prática provocou a redução da capacidade
operacional da tropa.
Do G1 Caruaru


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