Ex-prefeitos,
ex-vereadores e servidores são suspeitos de desviar mais de R$ 100 milhões num
esquema de corrupção na prefeitura. Ouvidas acontecem no Fórum da cidade.
Foi realizada na manhã desta terça-feira
(11) em Belém de Maria, na Mata Sul de Pernambuco, uma audiência de acareação
com todos os envolvidos na 'Operação Pulverização'. Nessa audiência, os
envolvidos serão ouvidos e apresentarão as defesas, assim como as acusações a
outros envolvidos no esquema de corrupção na prefeitura.
A audiência acontece no fórum
Guilhermino de Souza Melo. A operação foi deflagrada em novembro de 2015,
resultado de uma ação do Ministério Público e da Polícia Civil que investiga
suspeitos de criar empresas fantasmas, lavar dinheiro e fraudar licitações.
Após a investigação, 18 pessoas foram
presas, entre elas o prefeito de Belém de Maria, Valdecir José da Silva,
conhecido como 'Tio Correia', que se entregou à polícia em agosto de 2016 no
Recife. Ele é suspeito de chefiar um grupo criminoso responsável por desviar R$
100 milhões da prefeitura do município.
'Operação Pulverização'
Durante as ações, foram expedidos 13 mandados de prisão. Cinco vereadores e um funcionário da prefeitura de Belém de Maria foram presos durante a segunda fase da Operação Pulverização. Foram presos o presidente da Câmara de Vereadores, José Jairo Leonildo de Brito, e os parlamentares Jailson José da Silva, Josival Carlos dos Santos, Antônio José da Silva e Carlos José Soares - segundo a Polícia Civil informou à época.
Durante as ações, foram expedidos 13 mandados de prisão. Cinco vereadores e um funcionário da prefeitura de Belém de Maria foram presos durante a segunda fase da Operação Pulverização. Foram presos o presidente da Câmara de Vereadores, José Jairo Leonildo de Brito, e os parlamentares Jailson José da Silva, Josival Carlos dos Santos, Antônio José da Silva e Carlos José Soares - segundo a Polícia Civil informou à época.
O procurador e coordenador do Gaeco -
vinculado ao MPPE -, Ricardo Lapenda Figueiroa, explicou que as investigações
começaram com a promotoria de Palmares. "No primeiro momento foram
descobertas algumas empresas fantasmas. Foram quebrados sigilos fiscais e na
análise inicial havia o desvio de R$ 3 milhões. [...] O valor já passa dos R$ 9
milhões".
Do G1 Caruaru

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