quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Pedro Corrêa chega a Canhotinho para cumprir pena de sete anos

Mensaleiro vai usar tornozeleira eletrônica para monitoramento


Após duas horas de viagem, o ex-deputado Pedro Corrêa (PP), 66 anos, já se
encontra no Centro de Ressocialização do Agreste, em Canhotinho, situado 
a 210 quilômetros do Recife. O político foi transferido do Centro de Triagem (Cotel),
 em Abreu e Lima, para a unidade prisional do Agreste.
Corrêa, condenado a sete anos e dois meses de prisão por corrupção 
passiva e lavagem de dinheiro durante o julgamento do Mensalão, foi 
acompanhado por cinco agentes penitenciários.
O secretário-executivo de Ressocialização, Romero Ribeiro, disse que a
 transferência do reeducando aconteceu dentro da normalidade. Pedro 
Corrêa não precisou de algemas, por ser idoso e não apresentar 
características violentas. A mesma conduta, no entanto, não foi adotada 
quando o ex-deputado veio de Brasília para o Recife, conduzido pela Polícia 
Federal.
No Centro de Ressocialização do Agreste, o político ficará numa cela de 1
2 metros quadrados compartilhada com outro reeducando. O deputado
 ficará no chamado Pavilhão dos Concessionados, área destinada aos 
detentos que apresentam bom comportamento e trabalham dentro ou fora do
 presídio.
Segundo o secretário, a unidade de regime semi-aberto oferece aos internos 
serviços em uma serralharia, carpintaria, piscicultura, casa de farinha, 
produção de hortifrutigranjeiro, além da criação de gado, ovinos e caprinos.
TORNOZELEIRA
Obedecendo ao protocolo destinado aos reeducando que cumprem regime 
semi-aberto, Romero Ribeiro explicou que, quando Pedro Corrêa iniciar o
 trabalho externo, ele terá que usar a tornozeleira eletrônica. O equipamento é 
utilizado para monitorar e evitar fuga dos detentos.
Antes mesmo da decisão judicial - quanto à transferência - o prefeito de Santa 
Cruz do Capibaribe, Edson Vieira (PSDB), aliado de Pedro Corrêa, ofereceu ao
 aliado uma vaga em uma unidade municipal do Programa de Saúde da Família
 (PSF), com salário de R$ 5 mil

O advogado do ex-deputado, Plínio Nunes, explicou, nessa terça-feira (7), logo 

após o anúncio da mudança de Corrêa para Canhotinho, que a prioridade 
era definir onde o político cumpriria a pena e acomodá-lo. Ele destacou que
 várias propostas de emprego já foram oferecidas ao político, mas que a questão
 ainda não foi avaliada. “Nossa prioridade era definir a transferência. A 
questão do emprego será definida depois disso”, disse.

Fonte: Blog do Jamildo

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