Às vésperas de iniciar os trabalhos na Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI) do Calçadão Miguel Arraes de Alencar, o vereador Carlinhos da Cohab usou
boa tarde do seu tempo na tribuna, para apontar supostas falhas na execução do
plano de trabalho, estabelecido para o empreendimento.
Durante a 6ª Sessão Ordinária, na tarde desta quinta-feira (14), o
vereador levou à tribuna um relatório detalhado, produzido ainda em 2018 pela
Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) com supostas incoerências na obra.
O relatório aponta que foi usado 74% dos valores enviados e que pouco
mais de R$ R$ 3 milhões e 400 mil não foram executados. O vereador classificou
como “uma roubalheira”.
“Na planilha do Calçadão
tem quase 10 mil metros de chapa de aço. Sabem quanto de chapa tem lá? Não tem
um metro”, disse Carlinhos que prosseguiu afirmando, com os dados do estado,
que a ‘metragem executada com alvenaria, não condiz com a metragem paga’ e que
foi direcionado verba para colocação de pedras de mármore nos banheiros, mas que
também não foi executado.
Trabalho – Durante a sessão,
o presidente Augusto Maia informou que a primeira reunião dos trabalhos da CPI,
deve acontecer na próxima semana.
Investimento – O Calçadão
foi construído através de convênio e custou R$14.136.069,19 (quatorze milhões,
cento e trinta e seis mil, sessenta e nove reais e dezenove centavos) aos
cofres públicos, sendo que mais de R$ 13 milhões foram pagos pelo Governo do
Estado e o restante, mais de R$ 837 mil, se refere a contrapartida da
prefeitura.
Dúvidas – As
suspeitas sobre um suposto superfaturamento se fortaleceram após dois
incidentes, onde parte do teto do Setor Azul cedeu.
Blog do Ney Lima

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