NE10 Interior
O secretário de Obras de Agrestina, no Agreste de
Pernambuco, Marciano Lopes dos Santos Neto, e o secretário de Saúde, Manassés
Soares Leite, além do engenheiro Sandro Wlaudemir de Oliveira Gomes e o
empreiteiro Francisco de Assis Barros foram presos durante a Operação Pescaria
II, deflagrada nesta quinta-feira (28).
Por meio de nota, a prefeitura de Agrestina informou que está colaborando com
as autoridades.
A operação tem como alvo suspeitos de integrar uma
associação criminosa especializada na prática de fraudes em processos
licitatórios. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e nove de
busca e apreensão. Os presos e o material apreendido estão sendo levados para a
sede da PF em Caruaru.
De acordo com as investigações, era realizada a
contratação para a construção de unidades básicas de saúde (com recursos do
Ministério da Saúde) por meio da escolha prévia de determinada empresa de
fachada pertencente a um dos integrantes do esquema. A empresa investigada não
teria capacidade técnico-operacional e a execução das obras públicas era feita
por um terceiro desqualificado, também integrante do esquema.
Esta segunda fase conta com a participação de 50
policiais federais, além de servidores da Controladoria Geral da União. Os
mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Agrestina, Garanhuns, Brejão,
Panelas e Jurema, todas no Agreste pernambucano.
A PF também informou que o grupo é investigado pela
prática de atos de ocultação e dissimulação dos recursos envolvidos nas
fraudes. A investigação começou em novembro de 2018 e os crimes sob apuração
são: fraude à licitação, associação criminosa, falsidade ideológica, peculato e
lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a 46 anos de reclusão, além
do pagamento de multas.
Operação Pescaria
A ação desta quinta foi resultado da análise dos
materiais apreendidos em cumprimento de mandados judiciais na primeira
fase, realizada no dia 21 de fevereiro
deste ano. Na ocasião, foram cumpridos três mandados de prisão
temporária que foram convertidas em prisões preventivas, e seis mandados de
busca e apreensão.
Durante a primeira fase da Operação Pescaria, a
Controladoria Geral da União informou que os contratos firmados durante o
exercício de 2018 entre a prefeitura de Agrestina e a empresa investigada somaram mais de R$ 1,8 milhão.
O prejuízo aos cofres públicos será calculado no decorrer da apuração.

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