TV Globo flagrou mulheres usando crack a qualquer hora no Centro do Recife.
Pesquisa da Fiocruz mostra que 44,9% delas se prostituem em troca de crack.
O consumo do crack vem crescendo entre as mulheres em Pernambuco. Dados do Departamento de Repressão ao Narcotráfico da Polícia Civil (Denarc) revelam que, nos últimos cinco anos, 70% das mulheres autuadas por tráfico de drogas no estado foram flagradas com crack. O uso dessa droga tem sido cada vez mais comum em qualquer hora e nas ruas mais movimentadas do Recife.
Em uma das principais avenidas da capital, a Agamenon Magalhães, na área central da cidade, funciona um ponto de uso de drogas. Debaixo do viaduto da Avenida João de Barros, o grupo de mulheres se reúne até mesmo na luz do dia. Elas sentam, preparam a droga e acendem o cachimbo com crack várias vezes. Em grupo ou sozinha, a companhia é a do crack. De dia ou de noite, em pontos espalhados pela cidade.
Na Praça da Rua Alexandre Moura, no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife, a reportagem da TV Globo flagrou mulheres preparando a droga e fumando antes mesmo das 19h. Como essa área é militar e fica ao lado do Hospital da Marinha, não faltam câmeras de segurança. Porém, as usuárias de drogas não parecem preocupadas. Sentada na calçada, outra mulher prepara o cachimbo, acende, fuma e vai embora. E a cena se repete outras vezes, com outras mulheres.
Em uma das principais avenidas da capital, a Agamenon Magalhães, na área central da cidade, funciona um ponto de uso de drogas. Debaixo do viaduto da Avenida João de Barros, o grupo de mulheres se reúne até mesmo na luz do dia. Elas sentam, preparam a droga e acendem o cachimbo com crack várias vezes. Em grupo ou sozinha, a companhia é a do crack. De dia ou de noite, em pontos espalhados pela cidade.
Na Praça da Rua Alexandre Moura, no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife, a reportagem da TV Globo flagrou mulheres preparando a droga e fumando antes mesmo das 19h. Como essa área é militar e fica ao lado do Hospital da Marinha, não faltam câmeras de segurança. Porém, as usuárias de drogas não parecem preocupadas. Sentada na calçada, outra mulher prepara o cachimbo, acende, fuma e vai embora. E a cena se repete outras vezes, com outras mulheres.
Uma jovem que é dependente do crack há quase dez anos já foi presa porque roubou para comprar drogas. “Já fui internada duas vezes. Passei uns dias e saí por causa da abstinência. Consigo [tentar de novo], mas agora não quero”, revelou.
Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco realizada com usuários de drogas em tratamento mostra que 44,9% das mulheres se prostituem em troca de crack ou em troca de dinheiro para comprar a droga. "Eu fico por aí me drogando, me prostituindo por causa do crack. Não vou pra casa, durmo aí mesmo na maré, fazendo programa para poder fumar o crack", conta uma usuária.
Tratamento
Foi por causa do aumento do tráfico e do uso de drogas que a Secretaria de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas foi criada no Recife, no ano passado. Das 219 pessoas em tratamento, acompanhadas pela secretaria, 58 são mulheres.
Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco realizada com usuários de drogas em tratamento mostra que 44,9% das mulheres se prostituem em troca de crack ou em troca de dinheiro para comprar a droga. "Eu fico por aí me drogando, me prostituindo por causa do crack. Não vou pra casa, durmo aí mesmo na maré, fazendo programa para poder fumar o crack", conta uma usuária.
Tratamento
Foi por causa do aumento do tráfico e do uso de drogas que a Secretaria de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas foi criada no Recife, no ano passado. Das 219 pessoas em tratamento, acompanhadas pela secretaria, 58 são mulheres.
"O problema do uso das drogas e a dependência química é muito complexo. Depende da sensibilização do usuário em se identificar como dependente e querer se tratar. E tratar uma mulher tem especificidades devido aos seus vínculos familiares muito afetivos. Quando a mulher busca essa ajuda, ela pensa no filho que vai deixar em casa e no marido, por isso tem que haver uma sensibilização grande para que, ao buscar o tratamento, ela não deixe de acompanhar o que deixa em casa", ressalta Fernando Dourado, secretário de enfrentamento ao crack do Recife.
De acordo com a Secretaria de Enfrentamento ao Crack, existem 60 vagas exclusivas para mulheres que queiram se tratar do vício da droga. Elas podem levar os filhos durante o tratamento, que dura de três a seis meses. O número de telefone para informações é (81) 99390-1679.
De acordo com a Secretaria de Enfrentamento ao Crack, existem 60 vagas exclusivas para mulheres que queiram se tratar do vício da droga. Elas podem levar os filhos durante o tratamento, que dura de três a seis meses. O número de telefone para informações é (81) 99390-1679.
Do G1 Pernambuco

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