quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ampliada, ação contra Cunha fica para 2016

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki aceitou pedido da Procuradoria Geral da República para ampliar a denúncia oferecida contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por suposta participação no esquema de corrupção da Petrobras. O ministro também decidiu conceder 30 dias para que a defesa de Cunha se manifeste sobre a complementação feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o que ocorrerá até o fim de novembro. Com isso, aumenta a chance de o Supremo deixar para 2016 a decisão sobre abrir ou não ação penal contra o deputado por envolvimento na Lava Jato. Se a denúncia for aceita, Cunha passa a ser réu e responderá por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
A ampliação feita pela Procuradoria na denúncia incluiu a delação premiada do lobista Fernando Soares, o Baiano, na acusação de que Cunha recebeu US$ 5 milhões em propina de contratos para a fabricação de navios-sonda para a Petrobras. A versão confirma o que sustentou outro lobista, Júlio Camargo, que motivou a denúncia. Segundo Baiano, Cunha recebeu desses recursos, cerca de R$ 5 milhões em espécie, em seu escritório no Rio, além de crédito de R$ 300 mil em horas de voo em jato particular.

Blog do Magno Martins 

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