quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Pedro Correa se entrega na sede da PF em Brasília, e é recolhido ao presídio da papuda em Brasília

Ex-presidente do PP pegou 7 anos de prisão por corrupção e 
lavagem.

O ex-presidente do PP Pedro Corrêa e o ex-vice-presidente do Banco Rural 
Vinícius Samarane, condenados no processo do mensalão, se entregaram na tarde 
desta quinta-feira (5) na Polícia Federal, em Brasília. No início da noite, outros dois 
condenados, o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) e o ex-deputado do extinto 
PL (atual PR) Bispo Rodrigues se entregaram diretamente na Penintenciária da 
Papuda, que fica em São Sebastião, cidade a 25 quilômetros do centro de Brasília.

Mais cedo, o Supremo Tribunal Federal expediu ordens de prisão para os quatro. 
Corrêa foi o primeiro a se entregar e chegou de carro à Superintendência da PF, 
segundo a assessoria de imprensa. Samarane se entregou no início da noite, 
na sede nacional da corporação; de lá, deve ser levado ainda nesta quinta à sede 
regional.


Corrêa foi condenado a a 7 anos e 2 meses por corrupção passiva e lavagem de 
dinheiro. Ele tentou entrar com embargos infringentes, recurso que poderia 
absolvê-lo, mas teve o pedido rejeitado pelo STF nesta quinta. Ele  ainda tentou 
evitar a prisão com um habeas corpus nesta semana, mas teve o pedido negado 
pela ministra Rosa Weber.

Na condenação, o Supremo entendeu que Corrêa recebeu dinheiro em troca 
de apoio no Congresso ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 
Além dos 7 anos de prisão, em regime semiaberto, ele deverá pagar multa 
de R$ 1,132 milhão.


Presidente do PP à época, Corrêa confessou ter recebido dinheiro do PT. 
Foram R$ 2,9 milhões do valerioduto, sendo R$ 700 mil por meio de um 
assessor, João Cláudio Genu, também réu no processo.



Samarane foi condenado a 8 anos e 9 meses de prisão por gestão fraudulenta e
 lavagem de dinheiro. Para o Supremo, ele colaborou para empréstimos 
fraudulentos do Banco Rural que abasteceram o caixa do esquema.



Segundo o STF, as operações financeiras eram destinados ao pagamento de 
parlamentares em troca de apoio no Congresso ao governo do ex-presidente 
Luiz Inácio Lula da Silva.
Do G1, em Brasília

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