Suspensão das liminares que garantiam o afastamento de
presidentes e vice-presidentes foi emitida no sábado (24) pelo TJPE. Decisão do
desembargador foi tomada após recurso do governo do estado.
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) deferiu, no
sábado (24), a suspensão das liminares que garantiam o afastamento dos
presidentes e vice-presidentes da Associação Pernambucana dos Cabos e Soldados
Policiais e Bombeiros (ACS) e da Associação dos Militares Estaduais (AME). Com
a medida, os militares devem atender à decisão do Comando Geral da PM, que
convocou os ocupantes desses cargos para se apresentarem ao quartel e cumprirem
jornada de trabalho.
A decisão do Comando Geral havia sido suspensa por
duas liminares nos dias 20 e 21 de dezembro. No dia 23, a Procuradoria Geral do
Estado (PGE) apresentou recurso ao TJPE contra essa suspensão. Com a
determinação, Alberisson Carlos da Silva, Nadelson Costa Leite (presidente e
vice-presidente da ACS), Vlademir José de Assis e Yulo Eugênio Quixaba de
Araújo (presidente e vice-presidente da AME) devem voltar aos postos de
trabalho na corporação.
Deferida pelo desembargador Ricardo Paes Barreto,
a suspensão atendeu aos argumentos do Estado por “relevância da fundamentação,
perigo da demora com a manutenção da decisão questionada e bem da ordem da
corporação militar estadual”.
Prisões e Operação Padrão
No dia 9 de dezembro, o presidente e o vice da ACS-PE foram presos em flagrante por descumprirem a ordem judicial que proibia bombeiros e policiais militares de se reunirem para discutir greve. A prisão aconteceu na Praça do Derby, no centro do Recife, durante discurso do presidente da associação em um trio elétrico. Os dois foram detidos por policiais da Companhia Independente de Operações especiais (Cioe) e do Batalhão Especial em Policiamento Interior (Bepi).
No dia 9 de dezembro, o presidente e o vice da ACS-PE foram presos em flagrante por descumprirem a ordem judicial que proibia bombeiros e policiais militares de se reunirem para discutir greve. A prisão aconteceu na Praça do Derby, no centro do Recife, durante discurso do presidente da associação em um trio elétrico. Os dois foram detidos por policiais da Companhia Independente de Operações especiais (Cioe) e do Batalhão Especial em Policiamento Interior (Bepi).
Carregando bandeiras de Pernambuco e vestindo camisas com dizeres que indicavam
luta por valorização profissional, policiais e bombeiros saíram em caminhada
até o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. Durante o
discurso no fim do ato, os organizadores informaram que não haveria greve, mas
a manutenção da operação padrão e do descarte da adesão aos Programas de
Jornadas Extra (PJEs).
Devido à operação padrão, o governo de Pernambuco
recorreu à Presidência da República para deslocar
3.500 militares das Forças Armadas para atuação na Região Metropolitana do
Recife (RMR). Iniciada
no dia 9 de dezembro, a “Operação Leão do Norte” iria inicialmente até o dia
19, mas foi prorrogada
até o dia 3 de janeiro após
nova solicitação ao Governo Federal.
Do G1 Caruaru

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