sábado, 15 de fevereiro de 2014

Congresso se reúne para examinar vetos na próxima terça

Primeira sessão com votação aberta, em dezembro, manteve três vetos presidenciais

VEJA MAIS Vetos presidenciais na pauta do Congresso Destino do projeto 
que regula criação de municípios será definido em votação aberta.

O Congresso se reúne na próxima terça-feira (18) para examinar quatro vetos
 presidenciais. A sessão está marcada para as 19h no plenário da Câmara dos
 Deputados. O item mais polêmico é o que resultou na rejeição integral de projeto 
que facilitava a criação de municípios. Também estão na pauta os vetos sobre o 
repasse de recursos públicos às universidades comunitárias; o que normatiza a 
travessia de pedestres próximos às escolas; e o que regula a condução de veículos
 de emergência. Desde dezembro, com a promulgação da Emenda Constitucional 
76, deputados e senadores apreciam vetos em votação aberta.

A presidente Dilma Rousseff vetou totalmente o substitutivo da Câmara dos
 Deputados ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 98/2002 – Complementar, que 
estipulava novas regras para a criação, incorporação, fusão e desmembramento 
de municípios. Em tese, a proposta, do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) possibilitaria a criação de aproximadamente 400 novas cidades.

Segundo a União Brasileira em Defesa da Criação dos Novos Municípios 
(UBDCNM), seriam criados mais municípios principalmente nos estados do
 Maranhão, Bahia, Ceará e Pará. No Ceará, 26 distritos têm condições de pedir 
a emancipação dos municípios de que fazem parte. É o caso de Jurema
 (Caucaia), Guanacés (Cascavel) e Pajuçara (Maracanaú),
 localizados próximos à capital,
 Fortaleza, e que reivindicam autonomia.

Para Dilma, o projeto contraria o interesse público porque “o crescimento de
 despesas não será acompanhado por receitas equivalentes, o que impactará negativamente a sustentabilidade fiscal e a estabilidade macroeconômica”.

De acordo com Mozarildo, foi feita uma leitura equivocada do projeto, ao supor-se 
que o resultado será aumento de gastos públicos. O senador afirmou que, caso a lei 
que propôs estivesse em vigor há dez anos, 2,8 mil municípios não teriam sido criados. 
Ele lembrou que, pela primeira vez, é exigido um estudo de viabilidade tanto do
 município a ser criado quanto do que será desmembrado.

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